POESIA, UM DIA

Poesia_um_dia_aavvPOESIA, UM DIA, de Carlos Alberto Machado, Hélia Correia, Jaime Rocha, José Mário Silva, Margarida Vale de Gato e Miguel-Manso

colecção azulcobalto 023 | poesia

ISBN 978-989-8592-50-7 | 1ª edição – Setembro de 2014

11×15 cm | 40 páginas | 7,5  euros

EXCERTO

Uma Ideia de Comunidade Literária
É uma ideia de aldeia, de comunidade, de partilha. Uma ideia que alastrou a uma vila, a um concelho – Vila Velha de Ródão. Começou com uma conversa entre uma bibliotecária
e um escritor, corria o ano de 2011: porque não um Encontro de Poetas em Vila Velha de Ródão?
Porque não?
Temos o rio Tejo, barcos, grifos, jardins, comboio. Temos aldeias de xisto, temos museus, lagares, poetas populares. Temos uma população maravilhosa e ávida de cultura. Temos uma biblioteca, uma associação cultural, um grupo de teatro, serras, montes, ribeiros. Temos pessoas que gostam de ler e de discutir literatura. Temos boa comida e muitos bolos tradicionais, queijos, enchidos, azeite. Temos sol.
Porque não? E porque não uma residência de poetas na Foz do Cobrão?
Assim nasceu o Encontro de Poetas Poesia, Um Dia, muito pela vontade e persistência de Graça Batista, a directora da Biblioteca Municipal José Baptista Martins. E com o entusiasmo e aprovação da escritora Hélia Correia que, na altura, a convite da Biblioteca participava num debate sobre o seu livro para crianças A Chegada de Twainy. Dessa estadia na Foz do Cobrão surgiu o poema que se publica nesta edição, dedicado à mãe do pintor Cargaleiro, nascida naquela aldeia.
Seguiu-se o convite, o desafio a poetas que agora são amigos de Vila Velha de Ródão e da Biblioteca, os organismos vivos que simbolizam aqui todo o espaço das aldeias do concelho, toda a população. Vieram nestes dois últimos anos a Margarida Vale de Gato, o José Mário Silva, o Miguel-Manso, o Carlos Aberto Machado e escreveu-se poemas e leu-se poesia em barcos, comboios e jardins, em miradouros e pracetas.
E houve cinema, teatro, exposições, tertúlias, piqueniques, discussões, performances, espectáculos, instalações, música, publicações, feira do livro, postais ilustrados com pinturas. E houve palmas, abraços, promessas, beijos e uma alegre tristeza na despedida, uma alegria de saber que no ano próximo haverá de novo a Poesia, Um Dia com outros poetas, novas linguagens, sem distinções de idade, sem quaisquer preconceitos, num renovado encontro de afectos, de criação e de liberdade.
Jaime Rocha

RECEPÇÃO CRÍTICA / LEITURAS

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