ESTÓRIAS AÇORIANAS

 

 

Carlos-Alberto-Machado-LivroESTÓRIAS AÇORIANAS, de Carlos Alberto Machado

colecção transeatlântico 003 / ficção/conto

48 páginas | ISBN 978-989-8592-04-0 | 1ª edição – Maio de 2012 | 2ª edição – Junho de 2012 | 3ª edição – Agosto de 2012 | 4ª edição – Outubro de 2012 |PVP: € 6,45

EXCERTO

Ó Vizinha, intão o que é que se passa com a nossa Ofélia? (nota do Autor: não confundir com aquela maluca da peça de teatro isabelino que se afogou num lago enquanto cantava). Ó Vizinha, pois havera lá eu de saber?! (nota do Autor: nos nossos dias, como é sabido, oráculos, profetisas e bruxas caíram em desuso: para mexericos & afins, vê-se a TVI, lê-se o 24 Horas e “espreitam-se” alguns blogues…). [ A vida secreta das palavras ]

RECEPÇÃO CRÍTICA / LEITURAS

«São textos breves e desenvoltos que captam momentos na vida da comunidade ou traçam o retrato de figuras carismáticas. (…) Por muito que nos troquem as voltas, as estórias de facto não se afastam muito desta premissa: a de dizerem apenas o que dizem, mesmo quando não dizem nada. O que as traz à página, no fundo, é o desejo de fixar seres humanos na sua singularidade, concreta ou imaginada: regressados das Américas, maridos cornudos, baleeiros com segredos que não partilham, uma idosa de “flamejante cabelo vermelho”, aldrabões e miseráveis, Penélopes resignadas, um kosovar que lê Kavafis em francês.»

José Mário Silva (Atual/Expresso, 21 de Julho de 2012, texto integral aqui)

«Recebi ontem e já acabei de ler esta estimulante colectânea de pequenas narrativas, que nos fazem viajar com gosto e eficácia pela ambiência açoriana. Numa linguagem escorreita e contida, mas plena de referências cultas, numa associação poé…tica entre o concreto e o intangível, vemos desfilar perante os nossos olhos, diversos tipos humanos, cheios de singularidades. Mesmo as vizinhas, as beatas, os velhos baleeiros, os pequenos tendeiros, os eruditos decadentes, comunicam-nos uma espécie de nobreza e probidade, entranhados no fundo marítimo da paisagem insular. Diversos pontos de vista, desde o olhar infantil até aos cambiantes da vida adulta, nos aparecem, numa mansa mas vivaz sabedoria.»

Inês Lourenço, poeta (6 de Junho de 2012)

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