Nunes da Rosa

Nunes da Rosa (Califórnia, 1871-1946).

Nunes da Rosa (Califórnia, 1871-1946).

Nascido na Califórnia e cedo regressado ao Pico, estudou no Liceu da Horta e no Seminário de Angra do Heroísmo, paroquiou no Mosteiro das Flores e nas Bandeiras do Pico, e foi um contista de primeira água, pioneiro no arranque de uma literatura de marcas açorianas, onde as vivências das ilhas, das Flores (Pastorais do Mosteiro) e do Pico (Gente das Ilhas) são vincadamente assinaladas, ao ponto de Tomás da Rosa, ter afirmado que «Nunes da Rosa é o mais autêntico representante do açorianismo literário, superior neste ponto de vista a Florêncio Terra, e comparável a Vitorino Nemésio e a Cortes Rodrigues.»
Nunes da Rosa esteve, claramente, à frente dos do seu tempo, mas, em muitos aspectos mesmo, do seu próprio tempo, quer como decidido regionalista na literatura, quer como um homem de visão progressista no campo da educação, e da educação agrícola em especial, apelando, fortemente, para a frequência da escola, porque só assim entendia ser possível e desejável a melhoria sustentável da qualidade de vida.
Monárquico ferrenho, Nunes da Rosa usou da palavra, na sua mais complexa amplitude literária, pedagógica, política e religiosa com um distinto objectivo apelativo de fazer acontecer o progresso na sua ilha.

Na Companhia das Ilhas: Nunes da Rosa. Estudo e Antologia (selecção de textos e organização de Manuel Tomás).

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